POSSO VOAR (11/12/06)

Não mais ser cativa.

E de meus passos traçar

O meu cansaço.

Rondar o impossível

Espiralar os sentidos

E me encontrar em estado infinito

Posso subir,

Descer,

Permanecer,

Posso estender!

Posso sonhar

Buscando a liberdade tão sonhada

E ainda assim me possuir

Na concessão do desconhecido

Posso entrar na minha vida

Sem arrombar as portas

Mas fazê-lo assim, mansamente

E me receber clara e docemente

E me deixar morar

E me deixar amar

E por não mais pertencer ao cativeiro

Reconhecerei a própria face

E respirarei o sopro de minha própria vida.

Ana Luiza.